salva vidas de Jesus

salva vidas de Jesus

tradutor google

Mostrando postagens com marcador Deus Jesus mensagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus Jesus mensagem. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Não existe uma pessoa melhor para você se apaixonar senão Jesus.



É verdade que estamos vivendo no mundo do “eu quero isso, eu quero aquilo”? Adquirir mais e mais possessões terrenas. Desejar mais, obter mais e conseguir mais e mais nessa vida CURTA nesse mundo TEMPORÁRIO – Dinheiro, carro, cartão de crédito, condomínio, certificados universitários, carreira, clube de amigos influentes, câmera, cosméticos e etc, uma série de coisas para nos fazer felizes e impressionar aos outros! O que são todas essas coisas?!! Um dia, quando nos deitarmos em um caixão funerário, todas aquelas coisas não serão mais tão importantes para nós.

Em que se tornarão todas aquelas coisas mencionadas anteriormente?

Se existe uma única coisa que dela EU QUEIRA MAIS, isto seria JESUS CRISTO. Ele não é um tipo de religião. Ele é uma pessoa. Um Deus pessoal para mim. Um amigo maravilhoso. Eu não O encontrei, mas Ele me encontrou no ano de 1996 quando eu em meio a tanta revolta e tristeza,estava perdida e me sentindo rejeitada pelo mundo pois tive uma infancia muito difícil sofrí incesto dos tres aos catorze anos por quase todos os dias me tornei uma adolescente totalmente rebelde e revoltada minha mãe com uma doençá que se chama esquizofrenia meu pai alcólatra aos nove anos a dor do abandono e da rejeição ainda aos nove passei a fumar e beber escondido muitas vezes chegando até a roubar para poder comprar tais drogas aos treze totalmente alcólatra,aos catorze vim para o Japão onde tive vários relacionamentos frustrados mas foi quando conhecí um lobo na pele de cordeiro que acabei me revoltando completamente,foi então que O recebi em meu coração no dia 25 de fevereiro de 1996 como meu salvador pessoal e Senhor. Ele me perdoou de meus pecados me ajudou a perdoar aqueles que me feriram e curou as minhas feridas da alma e operou vários milagres em minha vida um deles é que eu era estéril e Deus me deu um casal de filhos .

Ele me amou primeiro e foi um trabalhar Dele em minha vida com muitos orando por mim e o próprio Jesus fazendo manifesto o Seu imenso amor em minha vida.

Houve vezes que eu caí em minha caminhada com Ele. Esta caminhada não é fácil mas Deus nunca prometeu a nós uma vida como um e mar-de-rosas. Se a vida fosse tão perfeita, nós ainda precisaríamos dEle??

Se o que importante na sua vida temporária na terra fosse adquirir mais e mais coisas materiais e ter os prazeres deste mundo, nós nos satisfaríamos com o que temos?

Encontraríamos-nos tendo muito aparentemente...

MAS no interior...

Tudo seria vazio – NULO, VÁCUO.

Como sabemos que há algum vazio em nós?

É quando nos pegamos tentando encher nossas vidas de coisas erradas, mas nunca ter o bastante. Estou dizendo porque eu já passei por isso, e se eu não guardar meus caminhos bem eu corro o risco cair nessa armadilha novamente , no caso dos ateus tentando provar para sí mesmo a inexistencia de Deus por medo do amanhã.


Há SÓ uma PESSOA que é capaz de preencher esse vazio em nós, e esta pessoa é JESUS.

Conhecer Ele pessoalmente é ter um relacionamento íntimo com o próprio Deus. Não é uma coisa maravilhosa?!! Quem diria nós, pequenos seres-humanos podendo ter um relacionamento com o próprio Todo Poderoso Deus? ELE – O que criou o universo e colocou o primeiro homem neste pequeno planeta chamado Terra. ELE – quem soprou a vida dentro de nossos corpos. ELE – quem nos amou incondicionalmente – Seu amor foi demonstrado na cruz quando Ele tomou nosso pecado em nosso lugar. ELE – não morreu para sempre na cruz mas veio novamente depois de três dias, assim nós podemos ter nEle a esperança da glória. ELE – que é sempre gracioso, ainda espera na porta de seu coração, batendo gentilmente e esperando pacientemente até o dia que você possa abrir sua porta e convidá-lo para dentro de seu coração.Não há amor maior que o de Jesus.

Quem ou o quê é o seu deus? Seria seu dinheiro? Carreira? Carro? Companhia? Igreja? Lazer? Poder? Status? Religião?ciencia?animal de estimação?filhos? Cônjuge? Namorada ou namorado? Eles são seu deus ou você é deus sobre eles? Seu deus tem te amado tanto que morreu por você? Se você tem encontrado algum deus como aquele por favor deixe-me saber.

Porque eu estou escrevendo isto? Por que o mundo precisa saber a Verdade, e assim a Verdade vos libertará . A bíblia em João 14.6 responde, “Eu sou o CAMINHO e a VERDADE e a VIDA. Ninguém vem ao Pai senão for através de mim.”

A decisão é nós que devemos fazer. Se você crer ou não, todos nós temos pelo menos um deus em nossas vidas para encher o vazio em nós. Quem ou o quê você tem feito seu deus hoje?

Meu Deus é Jesus Cristo – meu Deus criador, Eu não fiz Ele, mas Ele me fez – Porque Ele é Deus sobre a minha vida! Eu só posso me maravilhar em sua bondade e fidelidade ao longo desses anos. E eu tenho entendido que não existe nada que eu possa fazer para que Ele me ame mais e não existe nada que eu tenha feito que faça Ele me amar menos. Ele nos ama independentemente de nossas imperfeições! Isso não é maravilhoso?!! Hoje, eu estou voltando ao PRIMEIRO AMOR. Não existe uma pessoa melhor para se apaixonar do que Jesus. Tudo o que eu quero é MAIS de JESUS.

Á propósito, Jesus está voltando em breve. Você está preparado pra conhecê-lo? (...”Sim, Estou voltando em breve.” Amem. Ora vem, Senhor Jesus. – Apocalipse 22.20) Quando Ele voltar não acho que perguntará a mim e a você quanto dinheiro temos na conta bancária, qual tipo de carro dirigimos, qual o tamanho da nossa casa, quantos esposa/maridos nos casamos, qual a carreira que conquistamos, quão mal ou bem temos passado, quanto dinheiro temos dado à caridade, o quanto fomos assíduos em freqüentar a igreja toda semana, o quanto nos cansamos em fazer a obra de Deus e blá blá blá.

Nenhuma dessas coisas. Ele está procurando por corações os quais O amam.

Eu não estou certo se conseguirei tirar uma foto de Jesus ou com Ele quando voltar, nem se a postarei no site de fotos. Mas para mim o site de fotos não será tão importante mais. Eu deixarei todas as coisas que eu tenho e vou para casa com Jesus. E também espero ver você, você, você e você ir comigo para nossa casa no céu.

Seu amor dura para sempre até o fim dos tempos e o verei face a face no céu. Muito em breve.

Veja a eternidade. Viva a eternidade,planeje a sua vida como se Jesus fosse voltar daqui a alguns anos,mas VIVA como se Ele fosse voltar daqui alguns minutos ou melhor segundos pois Ele virá como um ladrão na noite e quando acontecer o arrebatamento vai ser tudo muito rápido por sso voce que ainda não convidou Jesus para entrar em seu coração ,convide e voce que tem andado indeciso volte ao primeiro amor. Jesus nunca falha com aqueles que vêm até Ele. Amem!


terça-feira, 4 de agosto de 2009

vencendo o gigante do desanimo


II Coríntios 4:8,9 Em tudo somos atribulados,mas não angustiados: perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados: abatidos, mas não destruídos. Hebreus 10 versiculo 23-Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu. Hebreus 10 versiculo 36-Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus ,possais alcançar a promessa. Quantas vezes na nossas vidas,nos encontramos desanimados, esses 3 versiculos iremos conhecer um pouco mais das promessas de Deus, o primeiro fala sobre desanimo, já o segundo eo terceiro fala das promessas de Deus. Muitas vezes ficamos desanimados,porque achamos que a promessa que Deus fez,esta demorando a se cumprir nas nossas vidas. Mas contudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados, Perseguidos, mas não desamparados, abatidos, mas não destruídos. Por mais que passemos lutas,e muitas lutas,nossa vida esta em Cristo,não estamos sós. Quando você ficar desencorajado e desanimado,creia que você não esta sozinho. Por mais que você olha ao seu redor e parece que não tem saída para o seu problema, parece que nada vai mudar. Mais creia que Deus é um Deus de milagres,e ele pode mudar o quadro da sua vida, pode mostrar a saída, para esse problema, que esta causando desanimo, angústia, dor. Ele sabe exatamente o que você está sentindo,ele e entende ,como nenhum outro. Você pode confiar a Ele seus mais profundos sentimentos,converse com Ele. Deus esta vendo você,por mais que você se sinta sozinho(a),Ele esta com você,não há melhor amigo do que Jesus. O segundo versículo nos diz que Retenhamos firmes na fé a confissão da nossa esperança,porque fiel é o que prometeu. Se Deus prometeu mudar sua vida,ou fazer algo que você tanto pediu a Ele,acalma-se Ele é fiel e vai cumprir na sua vida. Nos temos manias de reclamar,de nossos problemas,e muitas das vezes o que leva ao desanimo,são nossos próprios pensamentos,temos que analisar se nossos pensamentos procede de Deus ou não. Se o você ver que tais pensamentos não vem de Deus,você tem que repreender e dizer Esse pensamento não é meu,em nome de Jesus ,demônios saiam da minha vida. O inimigo quer nos ver desanimados,aungustiados,tristes,e por isso coloca pensamentos na nossa mente que não vem de Deus. Muitas das vezes ao falar mau de alguém,é aí que ele atua. Quando maus pensamentos invadirem nossas mentes,pode crer que esses pensamentos não são de Deus. Muitas das vezes dentro da igreja ,você ver um irmãozinho(a),que não te da a paz,e você fica triste,de as vezes se sentir sozinho(a),na igreja,o inimigo já começa a lançar o laço do desanimo,você reclama do ministério de louvor,da escola dominical,do pastor,do irmão,e ai vai....... Temos que estar firmes na fé,viver a palavra,não da lugar para o desanimo,não dar brechas para o diabo querer arruinar a sua vida. Não podemos viver sem ter esperança ,ter a certeza que a promessa de Deus irá se cumprir,ainda que demore,ele é Fiel,ele conhece seu coração,sabe o que você necessita. Nossa esperança é Jesus,sem ele não podemos viver,quantos desanimam a toa,por problemas,todo mundo tem problemas. E o terceiro capitulo,nos diz:Porque necessitais de paciência para depois de haverdes feito a vontade de Deus possais alcançar a Promessa. Precisamos ter paciência,as vezes ainda não recebemos aquilo que queremos,porque falta fazer algo para Deus,fazer a vontade de Deus. Nos falta algo,precisamos averiguar nossas vidas e ver o que precisamos fazer,perguntar a Deus se esta faltando algo em nossas vidas. Temos que destruir o gigante do desanimo,não dar lugar mesmo, falar Senhor eu não aceito esse desanimo, Eu não quero ser um crente desanimado(a),eu não quero continuar com minha vida assim, dessa maneira,preciso de algo novo, preciso de mudanças. Deus atenderá o seu clamor, Ele ouvirá a sua oração. Você tem o direito no nome de Jesus de rejeitar esse gigante,que não te deixa ir na igreja, ir ao retiro espiritual, você que é jovem, ir aos cultos jovens, você que é pastor e se encontra desanimado, lute pelo seu ministério,você que é presbítero, diácono, você que trabalha com a crianças, jovens, adolescentes; adultos.Não desanime, por mais que esteja difícil de lidar com grupos da igreja,não desanime. Deus quer que tenhamos ousadia,que lutemos pelos nossos sonhos,que corramos atrás, e conquistemos a vitória. Deus quer ver seus filhos correndo atrás,buscando de coração,leia a palavra,coma a palavra,viva da palavra. Vá as reuniões de oração,você que já parou de ir, não vai mais nas vigílias, nas reuniões e oração, destrua esse gigante do desanimo! Não deixe o diabo roubar aquilo que você tem,a fé,a confiança em Deus,a paciência, o animo. O diabo não tem lugar na vida do crente,daquele que persevera em Deus, daquele que luta, que vai em frente, daquele que confia em Deus, e nunca perde a confiança em Deus. Ta difícil,o caminho esta apertado,você esta num labirinto e não consegue achar a saída,esta num túnel,sua vida financeira continua do memso jeito,sentimental,espiritual,creia que isso tudo vai mudar. Não adiante murmurar,não adianta espernear ,porque Deus não vai te dar,se você ficar desse jeito. Ele vai te dar quando você,perseverar,andar nos caminhos,mesmo que esses caminhos estão cheios de espinhos,e buracos,você tem que desviar desses buracos,tem que pisar em cima desses espinhos com a armadura de Deus. Como esta escrito em Efesios 6:11-Revesti-vos de toda a armadura de Deus ,para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Com Deus do nosso lado,com certeza a vitória já e nossa. Se estamos em Cristo somos vitoriosos. Creia que toda promessa de Deus se cumprirá, e que o relógio de Deus jamais se atrasa. Não fique desanimado, porque você não esta vendo a sua benção,confie mais no Senhor. Quem sabe o que esta faltando é a confiança em Deus! Com Deus,você não precisa procurar psicólogo,porque Dseus é o nosso psicólogo. Você não precisa ficar triste,abatido,você sabe que tudo o que esta acontecendo é a permissão de Deus,pois nada é por acaso. Deus pode estar querendo de você,mais consagração,mais oração, mais fé. Procure analisar sua vida. Todos esses 3 versiculos são importantes. Porque fala sobre promessa e outro sobre desanimo. O que te a ver as 2 palavras? Porque o desanimo vem,quando vemos que esta demorando se cumprir a promessa,nos achamos que a promessa não vem mais. Temos um exemplo na vida de Abraão e Sara,a idade já estava avançada,com os nossos olhos ,Sara não podia ter filhos,porque o período de ter filhos já estava encerrado. Ou seja Sara já não podia ter filhos,não tinha como,e do impossível,Deus fez possível. Abraão acreditou na promessa do Senhor, ele acreditou que Deus daria a ele, um herdeiro. E Deus cumpriu a promessa,na bíblia não existe em nenhum lugar uma promessa que Deus não cumpriu. Deus sempre cumpre suas promessas,se ele disse que vai te dar um carro,ele vai te dar,que vai te dar um filho,ele vai te dar,que vai te dar um esposo(a),ele vai te dar,uma casa,ele vai te dar. Ele é fiel,nosso Deus é fiel,ele não falha,por isso ele é Deus,por isso sentimos que ele cuida de nós. Em qualquer situação,em qualquer problema,ele é Deus,em nossas vidas,nele podemos confiar. Nele podemos crer,porque ele é Deus,ele é o maior,louvado seja o nome de Jesus!!!! Engradecido seja Deus em nosssa vidas. Já parou para olhar quantos livramentos ele já te deu hoje? E em todos os anos da sua vida? Nosso Deus é maior,aleluia,gloria a Deus. Ele é bem vindo em nossas vidas, Ele é Deus de milagres, Deus que não nos deixa só. Ele é o nosso melhor amigo, muitas das vezes confiamos demais nas pessoas e nos desanimamos, porque a pessoa nos fez mau, a pessoa não valorizou a sua amizade, e você confiou nela. A nossa confiança tem que ser em Deus,a nossa confiança não pode se no homem, porque a nossa confiança é em Deus,porque ele deu seu filho,seu único filho para morrer por nos,na cruz,nós merecíamos esse lugar,porque somos pecadores. Salmo 60:11-Dá-nos auxílio na angustia ,porque vão é o socorro do homem. Temos que recorrer a Deus,porque Dele vem a vitória certa. O nosso refugio é o Senhor,Dele vem a nossa Esperança. Então que você fique firme nos caminhos do Senhor,fazendo a vontade de Deus,caminhando nos caminhos do Senhor,porque você já venceu em nome de Jesus! E esse desanimo em nome de Jesus,sairá da sua vida,você vencerá se confiar no Senhor,se entregar nas mãos do Senhor a sua vida. E você que ainda não aceitou Jesus ,se você esta lendo essa mensagem,existe um Deus que te ama,e que deu a sua vida,por você,ele quer entrar no seu coração,mais ele so irá fazer morada no seu coração,se você o aceitar,porque o nosso Deus é um Deus educado,ele não arromba a porta para entrar,porque o diabo ele sim arromba a porta,entra sem ser convidado,mais Jesus não. Ele pergunta a você,se você quer o aceitar, se você quer ter uma vida sem pecado, uma vida na presença de Deus, não estou dizendo que sua vida sera um mar de rosas, não será,porque os problemas existem,mais com Jesus,tudo será melhor,você passara por problemas,mais você esta com Jesus,Jesus será a sua garantia. A certeza de que você não esta só. Aceite a Jesus,diga sim a ele. Se você que leu essa mensagem,se sentiu tocado(a), faça comigo essa oração assim, Senhor Jesus nessa hora eu quero pedir perdão pelos meus pecados, pedir ao Senhor que lave o meu coração, que entre em meu coração, e fique para sempre aqui, dentro de mim. Purifica-me o Deus,eu abro o meu coração para que o Senhor entre e faça morada, e me revista com a sua armadura de poder. Que o meu nome esteja escrito no livro da vida. Essa é a oração que faço, muito obrigado por ter morrido na cruz para me salvar, muito obrigado por seu um Deus de amor e me dar a oportunidade de te conhecer. A partir desse momento não serei o mesmo(a), porque o Senhor entrou no meu coração obrigado por tudo em nome de Jesus, amém. E você que encontra desviado volte para o Senhor, retorne, porque Jesus te ama, ore assim: Senhor Jesus, hoje estou retornando para sua casa, abençoe minha vida, me faça mais que vencedor(a), revista-me com a sua armadura,para que eu possa ficar firme e nunca mais cair,eu te agradeço por tudo, em nome de Jesus! Agora você pode sentir ele perto de você,você que aceitou a Jesus, procure uma igreja evangélica bem próxima de você ,e você que esta afastado retorne hoje memso para os caminhos do Senhor.,e que Deus te abençoe em nome de Jesus. Que Deus possa abençoar a você que esta lendo essa mensagem agora,e saiba que a mensagem primeiramente tocou a minha vida, e que Deus me inspirou para estar escrevendo essa mensagem a honra e a gloria seja dado ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Amamos a tua presença gloriosa em nossas vidas!!!!!!!!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

OS DEZ LEPROSOS____GRATIDAO


Lc. 17: 11 – 19

11 De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e da Galiléia. 12 Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, 13 que ficaram de longe e lhe gritaram*, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! 14 Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes**. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. 15 Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, 16 e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. 17 Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? 18 Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? 19 E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.

A explicação para aqueles homens terem gritado de longe e Jesus lhes encaminhar para os sacerdotes está na lei ( Lv. 13: 45 e 46 e Lv. 14: 1 – 32 ). Mas, tem algo muito tremendo aqui neste texto. Jesus, com a autoridade que Lhe havia sido dada pelo Pai, apenas ordenou que os leprosos se apresentassem aos sacerdotes. Fazendo isto, além de cumprir a prescrição da lei com respeito à purificação dos leprosos, Jesus não somente os curou, Ele também libertou aqueles homens das leis cerimoniais. Ou seja, eles teriam que passar por todo um ritual dado pelo próprio Deus antes de serem considerados puros. Aqui está uma grande riqueza que temos em Jesus! Percebemos assim, que Jesus cumpria o que havia dito: Mt. 5:17 “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. Ele cumpria a Lei e não era legalista, nem religioso. Entendemos então que há certos tipos de leis que não precisamos mais observar por causa do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, mas há outras que precisam ser observadas ainda nos dias de hoje. Aqueles homens poderiam também ter sido salvos da independência de Deus, o pecado do homem. Mas, por causa da ingratidão, apenas o samaritano recebeu salvação. Compreendemos então, que a salvação nos é dada gratuitamente por Deus através de Jesus e está acessível a qualquer pessoa que, crendo ser Jesus o Filho de Deus, Lhe receba como Senhor. Mas, podemos perceber pela postura de nove leprosos que, apesar de estar disponível a todos, nem todos vão alcançá-la. O que então fará diferença entre uma pessoa e outra com relação à salvação? Fica claro para nós através deste texto que a atitude faz toda a diferença. E no caso do samaritano, a atitude foi demonstrada em sete gestos:

a) Ele reconheceu a cura; vs. 15
b) Ele voltou; vs. 15
c) Ele reconheceu publicamente quem o havia curado; vs. 15
d) Ele glorificou ao nome de Deus; vs. 15
e) Ele adorou se prostrando em terra; vs. 16
f) Ele não teve medo da opinião pública; vs. 16
g) Ele demonstrou gratidão pela bênção que havia recebido. Vs. 16

A relação entre um judeu e um samaritano pode ser comparada à relação entre Isaac e Ismael. Estes dez leprosos poderiam ter considerado que Jesus os estava desprezando, porque Ele não lhes tocou e nem sequer se aproximou deles. Mas, especialmente o samaritano, um estrangeiro, alguém que não falava com os judeus, foi quem recebeu a cura e veio falar com o judeu Jesus. E sua atitude foi a de crer, humilhar-se, prostrar-se e adorar. Por isso Jesus pode lhe dizer: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”.

Mais tarde veremos o apóstolo Paulo falar da necessidade da nossa atitude quando escreve aos Romanos:

Rm. 10: 5 – 13 “5 Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela. 6 Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo; 7 ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos. 8 Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. 9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. 11 Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. 12 Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. 13 Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”

Nós não podemos medir o efeito que a gratidão tem diante de Deus!

Alguém, desejando colocar em palavras o significado disso, criou uma parábola mais ou menos assim:

“diz-se que Jesus estava ao lado do Pai intercedendo a favor dos Seus. Então Ele vinha ao Pai e dizia: – Pai, estou ouvindo a oração de um homem desempregado. Ele está pedindo desesperadamente por um emprego. Seu filhinho acaba de nascer e ele está com dificuldades para suprir sua casa. O Pai Lhe respondeu: – atenda à oração dele e providencie para que ele tenha um emprego. Jesus continuou: – também estou ouvindo a oração de uma mulher que pede, com lágrimas, para que o seu filho seja liberto das drogas. O Pai, atenciosamente Lhe reponde: – ordene a um dos meus servos que procure aquele jovem e liberte-o. Jesus volta a falar com o Pai e Lhe diz: Pai, estou ouvindo agora alguém que está passando por uma grande tribulação, mas este está decidido a Te adorar e ele está fazendo isso com tamanha alegria que estou a ponto de ir até ele. O Pai então lhe respondeu: Filho, vá até ele e lhe dê tudo o que estiver precisando.”

A gratidão move o coração de Deus de uma maneira como não imaginamos.
Hoje é dia de oferecermos ação de graças. É dia de demonstrarmos gratidão de todo o coração. Porque alguém estava sem esperança, mas Deus lhe trouxe esperança. Alguém estava condenado a carregar o fardo da magoa e do odio por ter sido abusada na infancia pode provar do amor De DEus e do auxilio do consolador,alguem que nem mesmo a familia amava hj eh amada pelo Deus altissimo,alguem que era esteril e Deus fez mae de filhos,e quanto mais levamos a Deus um coracao grato entoando adoracao ao seu Santo Nome nao esperando as bencaos mas a sua doce presenca,mais Ele derrama sobre nos....

Ofereçamos pois a Deus a nossa mais sincera gratidão. Quem sabe se Ele mesmo não vem ao nosso encontro bem aqui onde estamos e não nos enche com a Sua presença e com o Seu amor.

Começe o dia com uma atitude de gratidão. A Bíblia diz em Salmos 92:1-2 “Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade.”
Um dos primeiros sinais de que estamos rejeitando a Deus é esquecer de agradecer-Lhe. A Bíblia diz em Romanos 1:21 “Porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.”
Dá graças a Deus em todas as situações. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 5:18 “Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”
Quando dê graças não te esqueças de donde vêm as nossas bençãos. A Bíblia diz em Salmos 103:2 “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.”


Ele, e somente Ele, é digno de honra, glória, poder e majestade!

terça-feira, 28 de julho de 2009

tempo de angustias ..............


Motivação

"Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós" (Rm 8:18). Não existe ninguém que tenha passado pela vida sem que experimentasse algum tipo de sofrimento: físico, emocional, financeiro, etc.

O sofrimento faz parte do nosso viver.

Bem diz o poeta Fernando Pessoa:
"Quem passou pela vida em brancas nuvens
e em plácido repouso adormeceu.
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem.
Só passou pela vida, não viveu".

Realmente, quem pode dizer que nunca sofreu?

Existem, porém, os que sofrem, se desesperam e sucumbem; e os que sofrem, buscam a Deus e se levantam.

"Eu sou aquele que vos consola" (Isaías 51:12). "O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação" (Salmos 9:9).

Deus nos prova na fornalha da aflição. É através do soflrimento que somos provados. Ele nos afirma que nos fará passar pelo fogo e nos purificará, como se purifica a prata, e nos provará, como se prova o ouro (ver Zacarias 13:9).

Não se deixe vencer e nem se abata por causa dos sofrimentos que tiver que passar. Chegue-se a Deus pois aquilo que sofremos agora é insignificante se compararmos com a glória que Ele nos dará mais tarde.

"Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam" (Tiago 1:12).

terça-feira, 21 de julho de 2009

Quem somos diante do bem e do mal?


Mesmo que tenhamos praticado o mal, ainda há tempo para nos redimir e mudar de direção!

Todos os dias fazemos escolhas. Deus nos dá o livre arbítrio, a oportunidade de escolher entre o bem e o mal. E como se ele nos perguntasse: “Filho, você deseja o fazer o bem ou o mal hoje?”.

A partir do momento em que ele nos dá essas opções, fica claro que teremos de fazer escolhas no decorrer de cada dia. Ao vivermos diversas situações, depararmos com pessoas de diferentes perfis e até convivermos conosco mesmos, haveremos de escolher entre fazer o bem ou não. E a perfeita vontade de Deus é que optemos por fazer o bem, e claro, sem olhar a quem.

Muitas vezes não conseguimos acertar nas escolhas porque a nossa motivação está errada. Tiramos os nossos olhos de Deus e colocamos nossa atenção no homem, no que ele faz ou deixa de fazer. Por vezes, até parece que os homens são mais reais e verdadeiros do que o próprio Deus.

Sempre quando falhamos temos justificativas na ponta da língua: “Mas ele me provocou primeiro”; “Fulano não se lembrou de mim”; “Sicrano não me desce à garganta”. E por aí vai, estamos sempre prontos a atacar!

Não temos o poder de nos mudar, de nos transformar, mas Deus tem todo poder. Ele conhece o segredo para o sucesso de nossas escolhas e também quer que vençamos o mal que habita em nós, pois está escrito: “Buscai o bem, e não o mal [...]” (Amós 5.14.) Esse versículo deixa bem claro, desde o começo, que precisamos buscar o bem diligentemente todos os dias (Pv 11.27).

A prática do mal nos faz pessoas sem pudor, sem domínio próprio e ainda pode abrir portas para que outros males sobrevenham sobre nós, além de entristecer a Deus. Mesmo que tenhamos praticado o mal, ainda há tempo para nos redimir e mudar de direção! Deus quer que não nos cansemos de fazer o bem, pois aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado diante dele (Tg 4.17).

Quem somos nós diante do bem e do mal? Lembre-se: diante de Deus não há disfarces.

sábado, 18 de julho de 2009

Edificação -- Errar é humano, julgar é pecado


Edificação
Errar é humano, julgar é pecado

Primeiro quero deixar claro que com este comentário o meu objetivo não é julgar a ninguém, muito menos condenar e nem defender “coisas erradas”. Mas gostaria de expressar meu sentimento sobre uma questão muito humana: o erro.

Como já dizia um velho ditado, “errar é humano”. Se observarmos a passagem de João 8.1-11, texto que menciona a história da mulher adúltera, veremos que nem mesmo o Senhor em sua soberania a condenou pelo erro cometido por ela. Para quem não conhece a história, a mulher mencionada havia sido pega em adultério. Por consequência, foi levada até a presença de Jesus por escribas e fariseus, que reivindicavam um veredicto do Senhor para que pudessem puní-la. Estes homens esperavam de Jesus a condenação, mas o Senhor em sua sabedoria proferiu as seguintes palavras aos condenadores: “[...] Aquele que entre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra.” (Jo 8.7).

Não é interessante ver que o próprio Deus, que pode julgar e condenar, preferiu perdoar e dar a possibilidade para que aquela mulher pudesse ter a sua vida transformada? É assim que Deus faz, sempre nos dá a oportunidade de consertar os nossos erros e nos arrepender do que fizemos.

Durante a nossa vida nos deparamos com os erros dos outros, mas, será que não temos nos esquecido de olhar para os nossos? Quando somos surpreendidos com os escândalos e falhas cometidos pelos outros, como nossos líderes, amigos, familiares, os condenamos ou lhes damos uma segunda chance? É evidente que não estou aqui defendendo o erro, este deve ser julgado e dado a ele a devida punição, seja de acordo com a lei dos homens ou a de Deus. O que devemos observar é a nosssa atitude diante destes acontecimentos.

Falo isso por mim mesma, quanta vezes me deparei julgando os erros dos outros? Tenho aprendido a olhar para os erros dos outros como uma forma de alerta. Em vez de ficar criticando, falando mal, tenho olhado para minha vida e perguntado a Deus o que posso fazer para não cometar os mesmos erros dessas pessoas. Pensar que não estamos sujeitos a cair é um engano. O próprio Deus fala em sua Palavra em Coríntios 10.12: “Aquele, pois, que pensa estar de pé veja que não caia.” O julgamento é sutil, por isso devemos estar vigilantes.

Outro ponto a ser levado em conta é o fato de que quando julgamos certamente seremos julgados da mesma forma. É fato, se plantamos vamos colher. Por isso a crítica deve ser construtiva, e não destrutiva. Quem quer plantar julgamento para sua vida?
Quem está isento de errar? Você? Eu? Ninguém está. Precisamos nos voltar para Deus e parar de olhar para os homens. Precisamos ter um coração humilde, sabermos perdoar e aprender com nossos irmãos, seja no erro ou quando nos aconselham. Claro que não devemos dar ouvidos a qualquer coisa, mas se o ensino vem de Deus devemos aproveitá-lo. Eu sei que não é fácil lidar com os nossos erros, ainda mais quando somos confrontados, mas vale a pena refletir.

Querido irmão(a) se você tem agido desta forma, julgando os outros, ainda que estes estejam errados, talvez Deus está lhe dando uma chance de se arrepender e mudar de atitude.

Nós conseguimos vencer qualquer obstáculo de desvio de caráter. Nós, seres humanos, temos dificuldades diversas, mas Deus tem prazer em nos ensinar, pois quem mais do que ele quer nos ver limpos, andando como Cristo andou?

Que o Senhor Jesus continue nos ensinado e moldando o nosso caráter.

Deus os abençõe!

Por Vanessa Freitas
redacao@lagoinha.com

quinta-feira, 2 de julho de 2009

mornidao espiritual


A mornidão espiritual é uma atitude fatal para quem um dia começou a servir a Deus.

nesta edicao estudaremos dois comportamentos que advêm do próprio interior do homem: a mornidão espiritual e a falta de amor. Estes dois “inimigos íntimos” são grandes obstáculos para que sejamos vencedores na “batalha contra o mal”.

- A mornidão espiritual é o pior estado que se estabelece na vida de alguém que um dia teve um encontro pessoal e verdadeiro com Cristo. Este estado, figurado na igreja de Laodicéia, é a situação que nos faz abomináveis a Deus e que caracterizará todos quantos, no dia do arrebatamento, selarão seu triste destino sem Deus sobre a face da Terra.

– O QUE É MORNIDÃO ESPIRITUAL

- A palavra “morno” aparece uma só vez no texto sagrado, em Ap.3:16, quando o Senhor Jesus assim descreve, na carta que mandou João escrever à igreja de Laodicéia, o estado espiritual daquela igreja. É a palavra grega “chliarós” (???????). Em português, a palavra “morno” tem origem incerta. Alguns estudiosos entendem que esta palavra vem do latim “vulturnus”, nome de um vento, o “vento do sudoeste”, que era um vento que trazia um calor abafado, tanto que os romanos logo passaram a chamar de “vulturnus” o próprio calor abafado, palavra esta que teria dado origem ao português “butorno”, que logo foi substituído pelo correspondente espanhol “modorro”, que se transformou em “modorra”, cujo significado é “sonolência causada por certos tipos de doença”, “desejo irresistível de dormir, ainda que não provocado por doença”, “grande desânimo ou prostração”, “apatia”, “indolência”.

- “Morno” significa “aquela temperatura que varia entre o quente e o frio”, “pouco aquecido”, “que demonstra pouca energia, pouca intensidade”, “desprovido de calor, de efervescência, de vida”, “monótono”, “aborrecido”. Além de “morno”, palavra que nos vem do uso popular, este mesmo significado é também conferido pela palavra de origem erudita “tépido”, que vez da raiz latina “tepor”, cujo sentido é “pouco quente” e que deu origem também a palavras como “tibiez” ou “tibieza”, cujo significado é “estado de fraqueza, de debilidade, de frouxidão”.

- Vemos, pois, em primeiro lugar, que a mornidão se caracteriza por ser uma temperatura que está entre o quente e o frio. O próprio Senhor, na carta à igreja de Laodicéia, bem demonstra isto, dizendo que aquela igreja não era nem fria, nem quente e que antes fosse uma coisa ou outra e não “morna”. O resultado da mornidão era terrível: por causa desta mornidão, aquela igreja seria vomitada pelo Senhor, ou seja, lançada fora da presença de Deus. Mas por que uma atitude tão drástica em virtude da “mornidão”?

- A “mornidão” é uma temperatura entre o quente e o frio, é o resultado de uma mistura entre o quente e o frio. Não há, na natureza, um estado de mornidão. A mornidão é sempre fruto de uma mistura entre o quente e o frio. Esta circunstância se entendia bem na cidade de Laodicéia, onde ficava a igreja para a qual o Senhor Jesus mandou esta carta.

- Laodicéia era uma cidade fundada pelos romanos no vale do rio Lico, na atual Turquia, perto da atual cidade de Denizli. Não muito distante de Colossos e de Hierápolis, Laodicéia havia sido construída pelos romanos no meio da construção de estradas melhores que facilitassem a comunicação entre Roma e a Ásia Menor. Por ter sido construída como um entroncamento das principais estradas da região, Laodicéia já nasceu destinada a ter uma prosperidade material, tornando-se importante centro comercial.

- Apesar de sua localização privilegiada em termos de transporte, Laodicéia estava numa região extremamente carente de água. O abastecimento de água sempre foi o grande problema de Laodicéia que, para tanto, precisou construir uma grande rede de aquedutos (ou seja, canais que trouxessem água de outras regiões), principalmente das regiões das duas principais cidades vizinhas: Hierápolis e Colossos. As fontes de águas, no entanto, mostraram-se não ser úteis para o consumo. Havia muitas fontes de águas termais, ou seja, águas quentes, que chegavam mornas em Laodicéia, sendo insuficientes as águas frias que vinham também para abastecer a região. O resultado é que as águas que chegavam a Laodicéia eram impróprias para uso, causando, muitas vezes, vômitos para os que as utilizavam.

- Como se percebe, pois, a mornidão é uma situação de mistura, um estado artificial, não existente na natureza, criado pela ação humana, que lhe causa danos e prejuízos em sua saúde e na sua própria sobrevivência. A “mornidão espiritual” não é diferente. Ela é o resultado da mistura que o homem provoca entre coisas que são de naturezas completamente opostas. Assim como o quente e o frio são contrários e não podem ser misturados sem dano, também o santo e o profano, o puro e o impuro, o certo e o errado não podem ser misturados sem dano espiritual. A “mornidão espiritual” é, portanto, o resultado da mistura entre o puro e impuro, o limpo e o imundo, entre o santo e o pecaminoso, um comportamento que sempre abominável aos olhos do Senhor (Ez.22:26).

- Mas, “mornidão” , também, é “estado de pouco aquecimento”, ou seja, uma situação em que há deficiência de transmissão de calor, em que há insuficiente concessão de calor. Temos aqui que a “mornidão” é o resultado de um processo de “aquecimento” que é interrompido, é paralisado antes do tempo. Quando algo começa a ser aquecido, não passa imediatamente do frio para o quente. É preciso todo um processo para que o frio se torne quente e, se este processo é paralisado antes que se consiga o aquecimento, temos um estado de mornidão.

- A “mornidão espiritual” não é diferente. É, também, um estado provocado pela interrupção, pela paralisação do “aquecimento espiritual”. A vida espiritual é uma vida, como não temos cansado de dizer em nossos estudos. Uma vida é uma continuidade, é uma constância. Não é por outro motivo que as Escrituras denominam a “vida espiritual” de expressões como “carreira” (At.13:25; 20:24; II Tm.4:7; Hb.12:1), “jornada”(III Jo.6 ARA), “caminho” (Jo.14:4; At.16:17; 18:25; 19:9,23; 24:14,22; Rm.3:17; II Pe.2:2) e o convívio com o Senhor de “andar” (Gn.5:24; 6:9; 17:1; 24:40; Sl.26:3; Rm.8:1) “prosseguir” (Os.6:3; Fp.3:12,14) e “correr” (Sl.119:32.; I Co.9:26; Gl.5:7).

- A “mornidão espiritual”, porém, é uma paralisação deste processo, é uma interrupção antes que se consiga o “aquecimento”. Para-se a carreira sem que se tenha alcançado a linha de chegada; para-se a jornada, sem que se tenha chegado ao destino; deixa-se o caminho, ficando à sua beira, ao seu largo, sem condições de trilhá-lo e, então, se atingir o propósito anteriormente estabelecido. Não mais se anda, não se prossegue, não se corre mais. A “mornidão espiritual” é, portanto, esta “parada” na continuidade da vida com Deus.

- Esta “parada”, esta “estagnação” não é jamais aprovada pela Palavra de Deus. O Senhor, nas Escrituras, manda que estejamos sempre continuando a convivência com Ele, que jamais deixemos de andar, prosseguir ou correr: “Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente” (Mq.2:10). A paralisação do crescimento espiritual, a interrupção do processo de caminhada com Deus traz inevitavelmente a morte espiritual, em especial nos dias difíceis por que passamos. A corrupção, diz o profeta, destrói grandemente e se pararmos a nossa jornada, impondo-nos a “mornidão espiritual”, estaremos fadados a nos corromper. O que acontece com um aparelho ou um bem que não mais usamos, que deixamos parado? Ele se deteriora. Assim também ocorre com cada um daqueles que, interrompendo sua jornada, entra em estado de “mornidão espiritual”.

- O terceiro significado de “mornidão” está bem vinculado ao anterior. “Morno” é o que tem “pouca energia, pouca intensidade”. Como houve paralisação do processo de “aquecimento”, o calor transmitido, a energia transmitida é pouca, é insuficiente para que produza algum resultado útil, para que se alcance o objetivo previsto, o alvo desejado. Fica-se aquém do esperado, não se consegue satisfazer as exigências estabelecidas.

- A “mornidão espiritual” é uma situação em que não se tem energia suficiente para se alcançar o fim da vida espiritual, que é a vida eterna, o convívio eterno com o Senhor. O objetivo de todo servo de Deus é a vida eterna. O texto áureo da Bíblia mostra-nos que Deus enviou o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo.3:16). A vida eterna é o que Deus almeja a cada homem, “o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.”(Ap.21:3).

- A “mornidão espiritual”, porém, impede a pessoa de alcançar a vida eterna. Não há energia suficiente, não há força bastante para que se consiga vencer o mundo e o pecado. A “mornidão espiritual” é um estado de “pouca energia”, de “pouca intensidade”. Por isso, não se terá condições de vencer o mundo e o pecado e, cedo ou tarde, a pessoa estará privada da graça de Deus, das riquezas espirituais, da própria salvação. Jesus disse a real condição da igreja de Laodicéia: desgraçada, miserável, pobre, cega e nu. Esta é a situação que advém da “mornidão espiritual”, porquanto há “pouca energia, pouca intensidade”. Para vencermos o mundo, precisamos estar cheios do Espírito Santo (Ef.5:18), ter suficiência de vida, ter vida plena, o que não se tem no estado de “mornidão espiritual”.

- O quarto significado de “morno” é “desprovido de calor, de efervescência, de vida, monótono, aborrecido”. Mais um significado bem relacionado aos anteriores. A “mornidão espiritual” caracteriza-se pela falta de calor, de efervescência, ou seja, pela falta de “fervor”. “Fervor” vem da raiz latina “ferv”, cujo significado é “ferver, estar fervendo, queimar, estar queimando, fermentar, estar agitado, estar em grande atividade, estar cheio de, abundar”. Sua origem é a raiz indo-européia “bher”, que significa “agitação”, “calor”.

- A “mornidão espiritual” representa um estado de falta de calor, de falta de agitação. Quando vemos uma quantidade de água fervendo, percebemos que há uma intensa agitação na superfície da água. A água está em constante movimento e há formação de bolhas, de vapor e ninguém consegue se aproximar da superfície da água sem se queimar. Aliás, a água fervendo traz grandes males à pele humana, quando esta entra em contacto direto com ela.

- Nada disse se passa, porém, quando estamos diante da água morna, que, em vez de atacar o homem, pelo contrário, traz um relaxamento, uma frouxidão, um entorpecimento. Este é o grande perigo da “mornidão espiritual”: a falta de agitação, a falta de calor gera o conformismo, a adequação ao meio-ambiente. Em vez da água fervente, que não pára quieta, que não deixa ninguém se aproximar e que fere tudo o que é carnal, a água morna se amolda ao que está ao seu redor, toma a feição e as características do ambiente, não se importa com coisa alguma, é parada, irrelevante, influenciada e não influenciadora.

- A “mornidão espiritual” representa este estado de conformismo, de assunção dos valores mundanos, de mudança de valores. A “mornidão espiritual” não impede a aproximação do pecado e do mundo e, bem ao contrário, permite a acomodação de tudo quanto não tem parte com a santidade e com a pureza na vida de quem é “morno”. Passa-se a ter uma coabitação com o pecado, o que é desastroso, porque Deus continua a ser um “fogo consumidor” (Hb.12:29), continua a ser o Deus que abomina o pecado e que está sempre distante disto, prossegue sendo o Deus que está querendo distribuir brasas vivas a todos quantos querem servi-lO. O verdadeiro servo de Deus não se conforma com o mundo, mas se transforma pela renovação do seu entendimento (Rm.12:2).

- A “mornidão espiritual” também traz uma “monotonia”, um “aborrecimento” na vida da pessoa. Como não há agitação, como não há movimento, tudo fica parado, estagnado, torna-se monótono. A monotonia é a “ausência de variedade, de diversidade, de multiplicidade em alguma coisa que geralmente se caracteriza pela presença de componentes diversos”. Ora, a vida espiritual, a convivência com Deus é, precisamente, um ambiente em que sempre há variedade, em que sempre há diversidade. As misericórdias do Senhor são novas a cada manhã (Lm.3:23), a cada manhã o Senhor traz à luz a Sua justiça, mesmo no meio da opressão (Sf.3:5), o servo de Deus vive sempre em novidade de vida (Rm.6:4).

- Este é o motivo pelo qual a vida espiritual é comparada a uma fonte de água que salta para a vida eterna (Jo.4:14), porque uma característica da fonte é a de nunca ter a mesma água, mas, ao contrário, é sempre um nascedouro de água, um local onde sempre água nova surge, sem interrupção, sem parada. Entretanto, a “mornidão espiritual” caracteriza-se pela “monotonia”, ou seja, em vez de fonte de água, temos a presença de “cisternas rotas” (Jr.2:13), poços cavados para obter a água da chuva, poços secos, que não têm água e que quando a água surge, não é retida, é perdida e a que fica, lamentavelmente, serve apenas para causar males, pois se torna em criadouro de moléstias (que o diga a dengue…) e de toda espécie de danos.

- A “mornidão espiritual” transforma a fonte de água viva em cisterna rota, em água parada e estagnada. A água fervente que não permitia a aproximação de quem quer que seja, passa a ser criadouro de toda a espécie de inseto, verme e outras criaturas prejudiciais à saúde. A fonte que matava a sede pela pureza de suas águas, passa a ser uma cisterna de água estagnada, contaminada e mal cheirosa. A agitação que movimentava o ambiente, que transformava vidas, torna-se a monotonia, a mesmice que não muda coisa alguma, que só acrescenta mau cheiro (os “escândalos”), doença (as “heresias” e os “falsos ensinos”) e morte.

- Por fim, temos que o significado de “tépido”, a palavra erudita que corresponde ao significado de “morno” é “fraco, débil, frouxo”. A “mornidão espiritual” é um estado de fraqueza espiritual. A fraqueza espiritual distingue-se da fraqueza material. Esta se apresenta como uma aparência de moleza, de debilidade, de falta de vigor. Quando falamos em fraqueza, no sentido material, logo nos vem à mente as pessoas doentes, que se encontram quase sempre pálidas, sem cor, sem força, andando, falando, enfim, vivendo com dificuldade.

- A fraqueza espiritual, entretanto, é diferente. Ela não tem aparência de debilidade, mas, bem ao contrário, a fraqueza espiritual é identificada exatamente pela sua aparência de robustez. O apóstolo Paulo descreveu, de modo bem feliz, este tipo de fraqueza, ao dizer: “…sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte.” (II Co.12:10).

- A fraqueza espiritual apresenta-se sempre quando alguém se acha forte, quando diz para si e para todos quantos o cercam de que está bem, de que não precisa de coisa alguma que venha da parte de Deus. Quando alguém se considera forte é porque está fraco espiritualmente. A fraqueza espiritual não se demonstra por falta de vigor, mas se apresenta como arrogância, como soberba, como auto-suficiência diante de Deus.

- A fraqueza espiritual da igreja de Laodicéia mostra-se logo no início de suas afirmações. Aquela igreja, a começar do seu anjo (i.e., do seu dirigente), enchia o peito e dizia para todos, com evidente e louca soberba: “Rico sou e de nada tenho falta” (cfr. Ap.3:17). Ora, é nesta tola manifestação que se verifica a fraqueza espiritual. Ao dizer que não precisava de coisa alguma, aqueles crentes mostravam o seu estado de “mornidão espiritual”, pois só temos força espiritual quando reconhecemos a nossa insignificância, a nossa pequenez, o nosso nada diante de Deus. O servo de Deus que é espiritualmente forte, como Paulo, é forte porque reconhece que é fraco. O verdadeiro forte espiritual é aquele que se manifesta como o salmista: “Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim”(Sl.40:17a).

- A “mornidão espiritual” é um estado de fraqueza espiritual e esta fraqueza se verifica no sentimento de auto-suficiência, de arrogância, de orgulho e de soberba do homem que tem a petulância, o desatino, a loucura de dizer que não precisa de Deus, de que “pode se virar sozinho” neste mundo. Como temos visto ao longo deste trimestre, é este um dos sentimentos dominantes, senão o predominante, nos tempos trabalhosos e, portanto, o estado de “mornidão espiritual” traz aquilo que é, sem dúvida, um dos maiores males da humanidade: a recusa em se submeter ao senhorio de Deus.

II – AS CAUSAS DA MORNIDÃO ESPIRITUAL

- Visto o que é a mornidão espiritual, temos de, agora, verificar como ela surge no meio do povo de Deus, quais são as suas causas, a fim de que não nos deixemos atingir por ela, pois, como dissemos supra, é ela um dos “inimigos íntimos”, um dos “inimigos de nossa própria casa”, visto que a mornidão espiritual, ao contrário dos desafios que temos estudado ao longo deste trimestre (o mundanismo contra a família, o sistema educacional, o ataque maligno contra a saúde física e mental do homem como também à atividade da igreja, o relativismo ético, a tecnologia a serviço do mal e os falsos ensinos), que vêm de fora para dentro de nós, a mornidão é algo que surge dentro de cada salvo, a corroer-lhe a salvação e, neste sentido, como disse Jesus, “…os inimigos do homem são os da sua própria casa” (Mq.7:6 “in fine”), casa que pode ser considerada, também, não só como nossa família, como também como cada um de nós (Hb.3:6).

- A primeira causa da “mornidão espiritual” é o sentimento de auto-suficiência. “Rico sou e de nada tenho falta” é a expressão que dá início à mornidão espiritual, é o primeiro fator que é apontado pelo Senhor Jesus na identificação da mornidão da igreja de Laodicéia, que resultaria no seu vômito da boca do Senhor.

- O homem não pode jamais se esquecer de que é menos do que nada diante de Deus (Is.40:17; 41:24). Feito para ser o dominador sobre a criação na face da Terra (Gn.1:26), o homem depende exclusivamente da bênção do Senhor para cumprir o propósito a ele estabelecido pelo próprio Deus (Gn.1:28). Tudo quanto o homem desfruta, tudo o que o homem tem é resultado da misericórdia e da providência de Deus (Gn.1:29,30). Sem o Senhor, nada podemos fazer (Jo.15:5).

- Quando, porém, o homem se deixa iludir pela sua própria concupiscência e, a exemplo do primeiro casal, entende de querer viver sem Deus, de querer seguir um rumo próprio na sua existência, de “proclamar sua independência” de Deus, temos instalada a principal causa da “mornidão espiritual”. “Querer ser igual a Deus” foi sempre o grande mal do ser humano. “Querer ser o dono do seu nariz”, “querer tomar conta da sua vida”, a grande mentira que o diabo tem contado a milhões e milhões de seres humanos e que tem levado multidões para a perdição.

- Há um grande risco quando alguém, tendo conhecido a Cristo e O aceitado como seu único e suficiente Senhor e Salvador, começa a entender que pode servir a Deus “do seu jeito”, “à sua maneira”. “Rico sou e de nada tenho falta”, ou seja, “não preciso fazer isto ou aquilo para me salvar”, “tal e qual exigência da Bíblia não vale mais para o nosso tempo”, “isto era naquele tempo, agora não é necessário”, “isto não faz mal, é implicância da igreja (ou do pastor)” é um fator de “mornidão espiritual” e tem levado muitos, mas muitos mesmo, à perdição.

- Não podemos discutir com Deus o que Ele nos manda fazer. Não podemos selecionar o que se encontra na Sua Palavra. Não podemos determinar o que se deve seguir e o que não se deve seguir nas Escrituras. Temos, tão somente, de reconhecer que somos menos do que nada e que, por misericórdia, desfrutamos a salvação na pessoa de Cristo Jesus e, por isso, devemos Lhe ser obedientes. Aliás, as palavras de Jesus são claríssimas a respeito: “Vós sereis Meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando” ( Jo.15:14).

- A proliferação de movimentos religiosos nos dias em que vivemos, em especial de denominações ditas evangélicas, é, em grande parte, conseqüência deste sentimento de auto-suficiência. Muitos são aqueles que não aceitando se submeter à Palavra de Deus, criam “atalhos”, “meios mais fáceis” de servir a Deus. São eles que determinam como se deve servir ao Senhor. Querem “comodidade”, facilidades mil, porque se consideram ricos e de nada têm falta. Assim sendo, têm sua própria maneira de servir ao Senhor, a maneira mais cômoda e leve possível. Esquecem-se, porém, que, para servirmos a Deus, devemos, antes de tudo, renunciar a nós mesmos, negar a nós mesmos (Mc.8:34; Lc.9:23).

- Mas, além do sentimento de auto-suficiência, também causa a “mornidão espiritual” a estagnação do crescimento espiritual. Como se viu, a mornidão é a interrupção do processo de aquecimento. Diz o apóstolo Tiago que devemos nos chegar a Deus que Ele Se chegará a nós (Tg.4:8). Tem-se, portanto, um processo duplo: o homem se aproxima de Deus e, como conseqüência disto, Deus também Se aproxima do homem. Tendo o homem tomado a iniciativa, Deus também vai em direção ao homem.

- É preciso que o homem se converta, ou seja, mude de direção, deixe de seguir aos desejos de sua natureza pecaminosa, e se vire para onde Deus está a lhe esperar. Vemos bem esta situação tipificada na chamada de Moisés, quando é dito que tudo começou porque Moisés resolveu se virar e ver o que ela aquilo que estava a ver (i.e., a sarça que ardia mas não se consumia) (Ex.3:3). Este processo é contínuo, não pode ser paralisado, pois “…a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18). Este dia perfeito somente será alcançado na glorificação (I Co.15:52-54) e, por isso, temos de perseverar até o fim (Mt.24:13), sendo firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor (I Co.15:58).

- Temos, portanto, de nos aproximar diariamente de Deus (Sl.73:28), sabendo que isto é bom, porque, quando nos aproximamos dEle, Ele Se aproxima de nós. Esta aproximação faz com que Deus Se rebaixe até o nosso nível, desça de Sua grandeza para poder compartilhar conosco de Suas misericórdias (Ex.3:7,8; Jo.6:38; At.7:34). Mas, ao mesmo tempo que Deus desce, o homem cresce. Quanto mais nos aproximamos de Deus, maior é o nosso crescimento. A vida espiritual é uma vida de crescimento, crescimento que se dá na graça e no conhecimento de Jesus Cristo (Cl.1:10; II Pe.3:18), em sabedoria (Pv.9:9). O crescimento é resultado do nascimento do Sol da Justiça em nós (Ml.4:2). A igreja, o povo de Deus na Terra, tem de crescer para templo santo do Senhor (Ef.2:21) e fazer com que a Palavra de Deus cresça e prevaleça (At.19:20). Devemos crescer em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo (Ef.4:15).

- Quando, porém, paramos este processo, quando deixamos de crescer, então advém a “mornidão espiritual”. Deixar de se aproximar de Deus, deixar de chegar a Deus nada mais é que interromper o processo de crescimento espiritual. Como se faz isto? Deixando de orar, de meditar na Palavra de Deus, de buscar a presença do Senhor, de pedir e buscar as bênçãos espirituais.

- A “mornidão espiritual” tem se instalado em muitas vidas porque há uma paralisação na vida devocional. As pessoas não oram mais, não lêem a Bíblia, não jejuam, não pedem o batismo com o Espírito Santo nem os dons espirituais, não têm interesse em exercer os talentos que lhes foram confiados pelo Senhor. Querem servir a Deus de um modo cômodo, sem esforço nem dedicação. O resultado é que não mais se viram para ver a sarça que está ardendo sem se consumir e, por isso, não mais dialogam com Deus, não mais sentem a Sua presença, a Sua glória, não mais se dispõem a realizar tarefas inadiáveis, que atendem ao clamor e aos gemidos do povo do Senhor, que vive, como temos visto neste trimestre, por períodos de grande angústia e necessidade.

- Nosso modelo é o Senhor Jesus, que jamais se descuidou da Sua vida devocional. Cumpria e conhecia as Escrituras, sempre as citando, sempre nelas meditando, ainda quando se encontrava em agonia na cruz do Calvário (Jo.19:28). Nasceu orando (Hb.10:5-9), viveu orando (Mt.14:23; Mc.6:46; Lc.9:29; Lc.22:44) e morreu orando (Lc.23:46). Determinou que os Seus servos pedissem as bênçãos espirituais, que lhes seriam concedidas ante a insistência (Mt.7:11; Lc.11:13), porque Ele mesmo o pediu (Jo.11:41,42).

- No entanto, muitos têm deixado de crescer, tornam-se verdadeiros “anões espirituais”, pessoas que, pelo tempo, deveriam ser mestres, mas que carecem ainda de um tratamento dado a recém-nascidos (Hb.5:12). Verdadeiras “crianças espirituais”, que, sendo meninos, fazem coisas de menino (I Co.13:11). São “débeis mentais espirituais”, que transtornam a obra de Deus e a si mesmos, deixando que a carnalidade lhes domine (I Co.3:1-3) e o resultado da carnalidade é a privação do Espírito de Deus na vida, é o desagrado a Deus (Rm.8:5-8).

- Outro fator que causa a “mornidão espiritual” é a falta do amor. Morno é o que é desprovido de calor, de fervor, de vida. Ora, quando o homem aceita a Cristo, é justificado pela fé, passa a ter paz com Deus e tem derramado no seu coração o amor de Deus pelo Espírito Santo (Rm.5:1-5). Quando, porém, falta este amor, não há como se produzir o calor do Espírito. Este fator é tão importante que se constitui num “inimigo íntimo” independente, mormente nos tempos trabalhosos em que vivemos, de tanta importância que será o objeto da nossa próxima lição.

- Mas, vimos, também, que a mornidão é um “calor abafado” e “abafar” é “sufocar”, “impedir a respiração”,”perder o ânimo”, “esmorecer”. Ora, uma das causas da “mornidão espiritual” é, portanto, o “abafo”, a “perda do ar” e sabemos que, em termos espirituais, o “ar” é o Espírito Santo de Deus. Assim, causa “mornidão espiritual” tudo aquilo que não deixa o Espírito Santo Se mover, que não dá liberdade ao Espírito Santo. Daí a recomendação do apóstolo: “não extingais o Espírito” (I Ts.5:19), que, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, encontra uma interessante variante: “não atrapalhem a ação do Espírito Santo”.

- Nos dias em que vivemos, muitos crentes têm entrado em estado de “mornidão espiritual” porque não permitem que o Espírito Santo possa atuar nas suas vidas. Resistem ao Espírito Santo, não ouvem a Sua voz e o resultado disto é que entram na triste situação de mornidão. Somente conseguimos vencer o mal, ter liberdade frente ao pecado e ao mundo se, e somente se, dermos ouvido ao Espírito Santo, pois “…onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.”( II Co.3:17b).

- Infelizmente, muitos são os que não mais ouvem a voz do Espírito Santo. Endurecem os seus corações e não aceitam a direção do Santo Espírito, cuja função é nos ensinar todas as coisas e nos fazer lembrar o que Jesus ensinou (Jo.14:26). Muitos cometem os mesmos erros dos judeus que, ao longo de sua história, sempre resistiram ao Espírito de Deus (At.7:51).

- Quem resiste ao Espírito de Deus, quem endurece a sua cerviz, ou seja, não renuncia a si mesmo, não assume a vontade de Deus na sua vida mas, ao contrário, quer fazer o que bem entende, “não abre mão” de suas vontades, sonhos e projetos, entra em estado de “mornidão espiritual”. Estêvão chamava-os de “incircuncisos de coração e ouvido”, ou seja, pessoas que não assumem qualquer compromisso com Deus, que se apartam da aliança proposta pelo Senhor, porque não se submetem a Ele e à Sua vontade, rejeitando a Palavra do Senhor.

- Os dias em que vivemos são dias em que muitos não querem mais ouvir a Deus. Por causa disto, correm atrás de “doutores conforme as suas próprias concupiscências”, pois têm comichões nos ouvidos e só ouvem aquilo que querem ouvir (II Tm.4:3). Pecam e não querem saber de deixar de pecar e, o que é pior, acham que Deus tem de aceitá-los deste jeito. Por isso, entram em estado de “mornidão espiritual”, porque “abafaram” o Espírito de Deus, sufocaram-nO, fazem questão de não ter mais a Sua doce presença e companhia.

- Com o “abafamento” do Espírito, temos que não se pode manter o fervor espiritual. Sem ar, o fogo se apaga, o fogo não se mantém. A vida do crente era figurada no fogo do altar, que deveria arder continuamente, jamais poderia ser apagado (Lv.6:13), mas, para isso duas coisas eram necessárias: o comburente, que é o que reage com a substância para que haja a queima e o combustível, que é aquilo que é queimado.

- Na vida espiritual, para que não tenhamos “mornidão espiritual”, também se faz necessário que se mantenha o fogo aceso e, para isto, precisamos de comburente e de combustível espirituais. Faz-se necessário que ouçamos e sigamos a direção do Espírito Santo, que Ele esteja presente em nossas vidas. Ele é o comburente, aquele que reage com aquilo que vai ser queimado. Todos sabemos que, na vida física, o principal comburente é o oxigênio, encontrado no ar. O comburente espiritual é o Espírito Santo, o “vento de Deus”. Seu soprar é indispensável para todos aqueles que são nEle nascidos (Jo.3:8).

- Já o combustível, aquilo que havia de ser queimado, era, na figura do altar, a lenha, que deveria sempre abastecer o fogo, ou seja, a madeira (Lv.6:12). “Lenha” é a madeira, mais ou menos fragmentada, que é usada como combustível. A lenha, que é madeira, representa aqui cada um de nós, o nosso próprio ser, pois madeira fala de humanidade, de fragilidade. Precisamos nos fragmentar, isto é, precisamos nos fazer em pedaços, nos humilhar diante de Deus, para que, então, possamos ser usados por Ele e, assim, termos o fogo do altar ardendo continuamente em nós.

- A “mornidão espiritual” provém de pessoas que não aceitam se humilhar diante de Deus, que são orgulhosas, soberbas e que não admitem se submeter ao Senhor. Entretanto, a Bíblia diz que devemos nos humilhar debaixo da potente mão de Deus (I Pe.5:6), perante o Senhor (Tg.4:10). Deus não só dá graça aos humildes (Tg.4:6; I Pe.5:5), como também o salva (Jó 22:29) e para ele atenta (Sl.138:6). O humilde de espírito obterá honra (Pv.29:23b) e só é semelhante a Cristo quem for humilde de coração (Mt.11:29).

III – CONSEQÜÊNCIAS DA MORNIDÃO ESPIRITUAL

- Em Sua carta à igreja de Laodicéia, o Senhor Jesus mostra as tristes conseqüências da mornidão espiritual. Ele afirma que, por causa da mornidão, vomitaria da Sua boca aquela igreja, ou seja, lançá-la-ia fora da Sua presença, um gesto extremo e drástico, mas que revela quão abominável para o Senhor é esta situação espiritual, situação em que, lamentavelmente, se encontram muitos, mas muitos mesmos, dos que cristãos se dizem ser.

- Podemos, então, dizer que a conseqüência final, o último resultado da mornidão espiritual é a morte espiritual, a perdição eterna. Estas pessoas, que estavam no interior do corpo de Cristo, que pertenciam à Igreja, são, por fim, lançadas fora do corpo, são “vomitadas”. Devemos notar que eram pessoas que estavam “dentro do corpo”, mas que são lançadas fora em virtude da sua mornidão, algo que, como já vimos, era comum em Laodicéia, em virtude da mornidão das águas ali trazidas pelos aquedutos.

- Mas antes que venha esta conseqüência final, o Senhor Jesus diz que algumas características, alguns “frutos” advinham da vida de quem está sob mornidão espiritual. O processo de vômito não é imediato, nem o poderia ser, visto que o Senhor não tem prazer na morte do ímpio (Ez.33:11), mas, antes, quer que ele se salve e se converta dos seus maus caminhos (Ez.18:23; I Tm.2:4). Não nos iludamos, pois: quando alguém é lançado fora da igreja, demonstra toda a sua impiedade de modo escandaloso e, quiçá, irreversível, isto não ocorreu de um momento para outro, mas foi resultado de um longo processo, processo este em que a pessoa não quis ouvir a voz misericordiosa do Senhor.

- Assim, antes que advenha a apostasia completa, a morte espiritual, o vômito da boca do Senhor, alguns efeitos imediatos já se fazem sentir na vida de quem está morno espiritualmente. Tais frutos são detectados pelos verdadeiros servos do Senhor que tudo discernem, embora de ninguém sejam discernidos (I Co.2:15), discernimento este que não tem outro propósito senão levar a cada servo do Senhor a buscar ajudar aquele que caminha perigosamente para a morte eterna, deles tendo piedade e salvando alguns, arrebatando-os do fogo (Jd.22,23).

- A primeira destas conseqüências imediatas é a desgraça. Jesus disse que aquela igreja era desgraçada, ou seja, não tinha a graça de Deus. A palavra grega é “talaitóros” (??????????), cujo significado é “pessoa em aflição, dificuldade, miséria, infelicidade”, um “coitado”. Quando se entra em estado de “mornidão espiritual”, perde-se a “graça de Deus”, ou seja, o “favor imerecido de Deus”, aquilo que Deus nos dá pelo Seu infinito amor, pela Sua misericórdia, não pelos nossos méritos.

- Quando se acha que é rico e que de nada se tem falta, a pessoa simplesmente rejeita a graça de Deus e o que é o homem sem esta graça? O que merece o homem se se retirar aquilo que recebe pela misericórdia divina? Um homem sem a graça, um homem “desgraçado” é um infeliz, é um coitado, é um ser que somente merece a condenação eterna, ser lançado fora da presença do Senhor e habitar, para todo o sempre, pela sua petulância e atrevimento, nas trevas exteriores, onde há pranto e ranger de dentes (Mt.8:12; 22:13; 25:30).

- A perda da graça de Deus é uma triste conseqüência da “mornidão espiritual”. Sem a graça de Deus, a pessoa murcha, como diz conhecido hino sacro. Não há mais vigor espiritual, o desânimo toma conta. A aflição, a angústia, a infelicidade, a perda de esperança, a falta de perspectiva passam a habitar o interior do “desgraçado”. Por isso, o “morno espiritual” foge, a todo custo, do pensamento das coisas que são de cima, preferindo correr em direção das coisas perecíveis, das ilusões e dos enganos passageiros deste mundo, porque, se parar para pensar nas coisas eternas, verá que não tem a graça, que é um infeliz, um coitado.

- Mas Jesus não disse apenas que o “morno espiritual” era um “desgraçado”. Também afirmou que ele era miserável. “Miserável” é aquele que tem carência de tudo, ou seja, que não tem coisa alguma, que é digno de compaixão, que se encontra numa situação lamentável, desprezível, que não vale coisa alguma. Esta é a situação de quem, tendo nascido de novo e iniciado sua caminhada com Deus, dEle se afasta, interrompe a sua carreira.

- Como diz conhecido cântico, “quem tem Jesus, tem tudo; quem não tem Jesus, não tem nada”. Esta expressão é baseada na afirmação bíblica de que quem confessa o Filho, tem também o Pai (I Jo.2:23b). Ora, quem tem a Deus, tem tudo, pois Deus é o dono de todas as coisas (Sl.24:1). Quem, porém, nega o Filho, diz o mesmo texto, não tem o Pai (I Jo.2:23a). Como Deus é o dono de tudo, quem não tem o Pai, não tem coisa alguma, nem a si mesmo, pois também nós somos de Deus, visto que criaturas Suas.

- A “mornidão espiritual” gera, deste modo, a “miséria espiritual”. O “morno” é um miserável, porque nada tem, não vale coisa alguma, é desprezível, tem falta de tudo. Por isso, aliás, os “mornos espirituais” estão a correr atrás de fama, posição social, dinheiro e emoções as mais variadas, entrando no círculo vicioso do hedonismo, da filosofia dos prazeres, que domina os nossos dias. Por que muitos crentes estão buscando, a todo custo, uma “alegria carnal”, emoções e “sentimentos fortes”, indo de um lado para outro para saciar a sua alma? Porque são miseráveis, não têm coisa alguma, estão vazios, desprovidos de qualquer espiritualidade e, como diz um conhecido provérbio popular, “quem tudo quer, nada tem”.

- A terceira conseqüência imediata da “mornidão espiritual” é a pobreza. Jesus diz ao anjo da igreja de Laodicéia (que representa toda a igreja, até porque, nesta carta, o Senhor, ao contrário de outras cartas, não faz qualquer ressalva ou exceção, dando a entender que não havia ali qualquer remanescente fiel) que ele era pobre. Apesar de dizer que era rico e que de nada tinha falta, aos olhos do Senhor, o que se via era tão somente pobreza espiritual. Esta pobreza não deve ser confundida com a “pobreza de espírito”, que o Senhor aponta como sendo a primeira bem-aventurança (Mt.5:3), pobreza esta que nada mais é que o sentimento de dependência de Deus, ou seja, exatamente o contrário da auto-suficiência, da arrogância apresentada pelos laodicenses. A palavra grega “ptochós” (??????) tem também o significado de “pedinte”, “mendicante” e a bem-aventurança está precisamente na circunstância de as pessoas reconhecerem a sua insignificância, a sua pequenez e pedirem a Deus que as acolha, em reconhecerem que devem se submeter ao Senhor, de viver debaixo do Seu senhorio.

- A “pobreza espiritual” apontada pelo Senhor Jesus na igreja de Laodicéia, porém, é a situação de carência, de falta de tudo pela ausência de Deus na vida. Os laodicenses diziam que eram ricos, que não tinham falta de coisa alguma, ou seja, rejeitavam qualquer ajuda de Deus, não queriam pedir-Lhe coisa alguma. Por causa disso, como não se submeteram ao Senhor, como não Lhe pediram coisa alguma, nada tinham. Eram pobres, carentes, despidos de qualquer riqueza espiritual.

- A “mornidão espiritual” é uma situação de pobreza. O morno não tem a presença de Deus na sua vida, não desfruta de qualquer bênção espiritual, apesar de o Senhor ter já abençoado o Seu povo com todas elas nos lugares celestiais em Cristo (Ef.1:3). Vive uma situação de penúria espiritual, de carência de toda e qualquer dádiva eterna. É, aliás, a situação descrita, segundo a história, por um cardeal da Igreja Romana que, instado pelo próprio Papa, que, em meio a tanta opulência material angariada pela Igreja, teria dito que não se poderia mais dizer, como Pedro e João, que a Igreja não tinha prata nem ouro, teria respondido: “É verdade, agora temos prata e ouro, mas, ao contrário de Pedro e João, não mais podemos dizer ao paralítico que se levante e ande”.

- Esta é a situação de pobreza espiritual causada pela “mornidão espiritual”. Há completa carência de bênçãos espirituais, não mais se vê a operação do poder de Deus, desapareceram os sinais e maravilhas, não há mais batismo com o Espírito Santo nem a manifestação dos genuínos e autênticos dons espirituais. Em seu lugar, aparecem “inovações”, as “neobesteiras pentecostais”, como bem afirmou o jornalista cristão Jehozadak Pereira. O poder de Deus é trocado pelo misticismo barato e vão, fruto de muito bem elaboradas técnicas de domínio das mentes, naturais e, não raras vezes, demoníacas.

- Não há mais pregações ungidas pelo Espírito de Deus e, como resultado, não se tem mais conversões nem crescimento espiritual dos crentes. O louvor que aproximava de Deus, que fazia o povo chorar e glorificar a Deus, que quebrantava os corações, foi substituído pelos balanços carnais, pelas músicas exaltadoras dos intérpretes e instrumentistas, que animam as danças e coreografias, que transformam os cultos em shows e instante de entretenimento. O convite ao pecador para se arrepender dos seus pecados foi trocado pela oferta de sensações e de riqueza material, a renúncia de si mesmo deu lugar à auto-exaltação e auto-afirmação diante de Deus, a ponto de se “exigir direitos” e “fazer determinações” ao Senhor Todo-Poderoso. Que miséria!

- A “mornidão espiritual” também gera, nas palavras do Senhor Jesus, a cegueira. A visão é o primeiro efeito do novo nascimento. Em Seu diálogo com Nicodemos, o Senhor disse que quem nasce de novo, vê o reino de Deus (Jo.3:3). Aquele que aceita a Cristo é iluminado pela luz do evangelho de Cristo (II Co.4:4). O povo de Deus é a luz do mundo (Mt.5:14), porque pôde ser iluminado pela luz do mundo (Jo.8:12).

- No entanto, a “mornidão espiritual” faz cessar esta visão e ela é substituída pela cegueira, a pior das cegueiras, pois é a cegueira de quem haja que vê. Como disse o Senhor, “se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas como agora dizeis “vemos”, por isso o vosso pecado permanece” (Jo.9:41). Como diz adágio popular, “o pior cego é aquele que não quer ver”. Eis a cegueira advinda da “mornidão espiritual”: a cegueira de quem não quer ver, de quem se recusa a contemplar, com os olhos da fé, as realidades espirituais.

- A cegueira espiritual leva os “mornos” a se desviar da verdade e a seguir doutrinas falsas de homens e até de demônios. A cegueira leva os “mornos” para as trevas, para a escuridão do mundo. O cego não vê a luz e, em termos de “mornos espirituais”, não quer ver a luz. Por isso, acaba cometendo pecados e um abismo chama outro abismo (Sl.42:7 “in initio”). Quem não vem para a luz, quem se afasta da luz é porque faz o mal e não quer sofrer a reprovação de suas obras (Jo.3:20). A cegueira leva às trevas e se a visão de alguém são trevas, diz o Senhor, quão densas são essas trevas (Mt.6:23) !

- Não devemos, pois, admirar as aberrações que, a cada dia, surgem no meio daqueles que cristãos se dizem ser. A cada dia que passa multidões e multidões passam a praticar verdadeiras abominações em nome de Deus ou a pretexto de servi-lO. Um sem-número de inovações e modismos, como vimos na lição anterior, chegam, instalam-se e conquistam o coração e a mente de muitos crentes, vários deles com anos e anos de fé. Como explicar isto? É a cegueira que resulta da “mornidão espiritual” em que estes se encontram.

- A última conseqüência imediata da mornidão espiritual apontada pelo Senhor à igreja de Laodicéia é a nudez. Nudez é a ausência de vestimenta, a falta de cobertura, a ausência de proteção. A nudez foi a primeira coisa que o casal primordial percebeu em si quando pecou. A nudez registrada na queda do homem é muito mais que a simples nudez física, mas esta nudez física também figura a nudez espiritual que, inclusive, impediu que o homem se apresentasse diante de Deus na viração daquele fatídico dia.

- A nudez causada pela “mornidão espiritual” é a perda da vestimenta da salvação, de justiça, que se alcançou quando da aceitação de Cristo Jesus como único e suficiente Salvador. Como sacerdotes de Deus, somos vestidos de salvação (II Cr.6:41) e esta vestimenta temos de manter até aquele dia, pois só teremos o revestimento da glorificação se não formos achados nus (II Co.5:1-3). A nudez representa, portanto, a perda da santidade, a perda da separação do pecado. Não é por outro motivo que o Senhor, ao Se referir ao remanescente fiel nas igrejas da Ásia Menor, sempre diz que estes servos usavam vestes brancas (Ap.3:5,18). Só podem estar diante de Deus aqueles cujas vestes estiverem brancas (Ap.4:4; 7:9,13). A nudez está vinculada à prática do pecado, à traição diante de Deus, à prostituição espiritual (Lm.1:8; Ez.16:36,37).

IV – AS PROMESSAS DE JESUS PARA DEBELAR A MORNIDÃO ESPIRITUAL

- Vimos que a conseqüência final e derradeira da mornidão espiritual é a perdição eterna. Jesus disse que vomitaria da Sua boca esta igreja por causa deste triste e lamentável estado espiritual. Por isso, a igreja de Laodicéia é o tipo da chamada “igreja apóstata” ou “igreja paralela”, a igreja que, por causa de seu desvio espiritual, não será arrebatada no final desta dispensação. Como se costuma dizer, em meio a tantas denominações, convenções, ministérios e comunidades, só há, diante de Deus, duas igrejas: a que vai ser arrebatada (“a que vai subir”) e a que não será arrebatada (“a que vai ficar”). A igreja de Laodicéia representa esta igreja que vai ficar, que não será levada pelo Espírito Santo ao encontro do Senhor nos ares.

- No entanto, Jesus é extremamente misericordioso e não quer que esta igreja fique. Seu desejo é que todos se salvem. Por isso, na Sua mensagem a esta igreja, apesar de, como a própria Verdade (Jo.14:6), dever dizer o que haveria de ocorrer com aqueles que se haviam ingressado no estado de “mornidão espiritual”, sendo, como é, a esperança da glória (Cl.1:27), lançou o Seu convite para que os “mornos espirituais” tornassem a ser fervorosos. Por isso, apesar de ter sido duro com a triste realidade espiritual daquela igreja, o Senhor apresenta um conselho àquela gente, a fim de que pudessem, enquanto fosse possível, voltar a ter comunhão com Ele.

- Apesar de vivermos dias difíceis de apostasia e de dificuldades crescentes no campo espiritual, não podemos desanimar nem achar que tudo está perdido. Não está tudo perdido, porque Jesus, Ele que é o Senhor de todas as coisas, não desanimou nem desistiu dos “mornos espirituais”, trazendo-lhes um conselho para que abandonem este estado de coisas. Jesus não é um acusador, como muitos “crentes”. Mostra os erros, não tolera o pecado, mas, simultaneamente, apresenta soluções para que a situação seja modificada radicalmente. Temos feito isto com aqueles que, à nossa volta, têm entrado na “mornidão espiritual”?

- O primeiro conselho dado pelo Senhor Jesus para pôr fim à “mornidão espiritual” é que se “compre dEle ouro provado no fogo, para que enriqueças” (Ap.3:18). Não há como dar um basta na “mornidão espiritual” sem que se busque fogo. A “mornidão espiritual” somente será debelada se a pessoa decidir mudar de vida, de direção. Assim como Moisés se virou para ver a sarça que ardia e não se consumia, o “morno espiritual” precisa voltar a andar em direção ao fogo, em direção a Jesus. Não há outro modo de se deixar a mornidão senão por intermédio de uma aproximação com Deus, ou seja, da retomada da oração, do jejum, da leitura e meditação na Palavra de Deus.

- Comprar de Jesus ouro provado no fogo nada mais é que pagar o preço da renúncia e do abandono dos desejos, paixões e vontades próprias. Trata-se de uma compra, ou seja, há o pagamento de um preço. Estamos dispostos a renunciar ao nosso ego, às nossas vontades, sonhos, projetos e paixões? Estamos dispostos a “abrir mão” dos nossos vícios e maus hábitos? Há um preço a pagar, um preço que é alto, porque se trata de “comprar ouro”, mas tudo o que fizermos nada significa diante do alto preço com que fomos comprados: o precioso sangue de Jesus vertido na cruz do Calvário! (I Pe.1:18,19).

- A compra do ouro fala-nos daquilo que é divino. Assim como a madeira representa a humanidade, o ouro é tipo daquilo que é de Deus. Assim, o que devemos buscar é o próprio Deus, o Seu ser, a comunhão com Ele. algo bem diferente da busca dos “benefícios de Deus”, como muitos têm apregoado por aí. Temos de ter esta disposição, este objetivo. Queremos pagar o preço para estar diante do Senhor. Para quê? Para reconhecer a Sua glória, o Seu poder, o Seu amor, a Sua misericórdia. Queremos servir a Deus pelo que Ele é, não pelo que Ele possa nos fazer.

- A riqueza espiritual depende desta nossa compra do ouro de Cristo provado no fogo. Não há outro meio de se enriquecer. Por isso, todas as propostas de “enriquecimento espiritual” que fujam deste modelo devem ser desconsideradas, porque são mentirosas. Não se enriquece espiritualmente voltando-se para dentro de si, como defende a Nova Era e as suas “variantes evangélicas”, muito menos se consegue o enriquecimento espiritual através de barganhas com o Senhor, de um toma-lá-dá-cá baseado em “obras” e “sacrifícios”. É preciso que estejamos dispostos a comprar o ouro de Cristo provado no fogo, de irmos à Sua busca, de renunciarmos a nós mesmos em função dEle. Só assim, fazendo o que Ele quer (e só o saberemos se tivermos uma vida de oração e leitura da Bíblia Sagrada), poderemos nos enriquecer espiritualmente.

- O segundo conselho dado pelo Senhor aos “mornos espirituais” é a compra de vestidos brancos a fim de cobrir a vergonha da nudez. Esta compra de vestidos brancos chama-se “santificação”. Sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb.12:14). Devemos ser santos, i.e., separados do pecado, porque Deus é santo (Lv.20:7; I Pe.1:16). Para abandonar a “mornidão espiritual”, tem-se de pagar o preço da santidade, tem-se de se separar do pecado. A santificação é contínua, progressiva e não terá fim até a glorificação. Quem é santo, deve se santificar ainda (Ap.22:11). Quem quiser ter vida espiritual, precisa renunciar à impiedade e às concupiscências mundanas bem como viver neste presente século sóbria, justa e piamente (Tt.2:12).

- Num mundo onde o pecado se multiplica a cada dia, com conseqüências cada vez mais evidentes na vida de muitos que cristãos se dizem ser, somos convidados pelo Senhor a aumentar a nossa santificação. A “mornidão espiritual” caracteriza-se pelo conformismo com o pecado, pela adequação e adaptação ao mundo, por um “liberalismo” que já tem penetrado até mesmo nas lideranças do povo de Deus, mas quem quiser alcançar a glória, deve deixar tudo isto de lado e seguir o conselho do Senhor: comprar vestes brancas que cubram a vergonha da sua nudez.

- O terceiro conselho dado pelo Senhor Jesus para cessar a “mornidão espiritual” é a unção dos olhos com colírio para que se veja. Faz-se necessário que se tenha, novamente, a visão espiritual. Como se obtém esta visão? Mediante a unção com colírio. Que é esta unção com colírio? O colírio é uma substância líquida que é colocada nos olhos para aliviar ou curar alguma inflamação, alguma dor. O colírio era, desde a época da redação do Novo Testamento (e mui especialmente em Laodicéia, que se notabilizara por este tipo de tratamento), passado sobre os olhos, portanto, à maneira da unção. O colírio se apresentava, portanto, como um remédio que não só curaria a doença, como também traria alívio e conforto.

- O colírio aqui é uma figura do Espírito Santo. Só Ele pode devolver a visão ao pecador, que está cego por ação do deus deste século e não consegue ver o reino de Deus (II Co.4:4). O Espírito Santo convence o pecador do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8) e o homem, então, pode ver o reino de Deus (Jo.3:3), percebendo que se trata de um incrédulo, de um injusto e que o deus deste século não passa de um condenado que aguarda a execução de sua sentença. Ao ter esta visão, o homem se arrepende dos seus pecados, crê em Jesus e nasce de novo, passando, então, a ter visão espiritual, vindo para a luz e se nela andar, tendo comunhão com os demais filhos de Deus, estará sempre sendo purificado pelo sangue de Cristo até aquele grande dia (I Jo.1:7). Para deixar a “mornidão espiritual’, é preciso dar ouvidos ao Espírito Santo e seguir a Sua direção.

- O quarto conselho de Jesus aos “mornos espirituais” é que sejam zelosos e se arrependam dos seus pecados (Ap.3:19). “Ser zeloso” ou “ser diligente” é “ser fervoroso”, ou seja, exatamente o contrário de “ser morno”. É “desejar ardentemente”, é “buscar”, é ser leal de modo intenso, em outras palavras, é não cessar de buscar a Deus, de se aproximar dele. É procurar se encher do Espírito, ter uma vida espiritual plena. É pensar nas coisas que são de cima (Cl.3:1,2). Mas, para que isto aconteça, é indispensável que haja arrependimento dos pecados, ou seja, que os pecados sejam confessados e não voltem mais a ser praticados. Trata-se de uma mudança de vida, de uma conversão.

- A convivência com o pecado, a tolerância com o pecado, a admissão de uma vida de “pecadinhos”, de “imperfeições”, a manutenção de uma vida dupla, uma vida de hipocrisia, com uma aparência externa de serviço a Deus e de uma vida escondida de pecado e iniqüidade jamais poderá fazer com que a pessoa se liberte da “mornidão espiritual”. A convivência com o pecado é um obstáculo intransponível para o retorno à comunhão com Deus (Is.59:1,2).

- O quinto conselho de Cristo para os “mornos espirituais” é o da convivência com o Senhor. O “morno espiritual” deixou Jesus fora de sua vida. O Senhor está à porta e bate, porque Se encontra do lado de fora. Como é triste deixar Jesus fora da nossa existência! Mas, quem quiser sair da “mornidão espiritual”, precisa pôr Jesus dentro de sua casa, ou seja, precisa não mais viver, mas permitir que Cristo viva nele (Gl.2:20). Como é maravilhoso quando suprimimos o nosso “eu” e deixamos Jesus entrar e cear conosco e nós com Ele. como é bom não mais viver, mas deixar que Cristo viva em nós. Que nosso comportamento seja como os dos discípulos que estavam no caminho de Emaús: “Fica conosco, Senhor, porque já é tarde, e já declinou o dia.” (Lc.24:29a). Que nossa oração seja a oração do poeta sacro O. Mota: “Breve a noite desce, noite de Emaús e meu ser carece de Te ver, Jesus. Companheiro amigo, ao meu lado vem. Fica, ó Deus, comigo, infinito Bem” (4ª estrofe do hino 419 do hinário Salmos e Hinos).

- Se for superada a “mornidão espiritual”, o Senhor, que não lembra das iniqüidades (Hb.10:17), fará com que aqueles que eram mornos e retomaram a sua caminhada espiritual, juntamente com aqueles que sempre estiveram fiéis, reinem com Ele, assentando-se no próprio trono do Senhor, à direita do Pai, com a plenitude da glória. Compartilhar a glória de Deus, ser um só com o Senhor, isto é o que está reservado para todos aqueles que abandonarem a “mornidão espiritual”. Como comparar as coisas fúteis desta vida com o que está prometido por aquele que é a testemunha fiel e verdadeira? Como trocar esta convivência eterna com quem tanto nos ama por prazeres passageiros, por “neobesteiras pentecostais”, por uma vida de hipocrisia e engano?

- Mesmo que tenhamos de pagar um preço por esta manutenção do aquecimento espiritual, devemos ter a mesma perspectiva que tinha o apóstolo Paulo, que dizia: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm.8:18). Querido(a) irmão (ã), não temos como comparar o que nos está reservado, pois, como dizem os poetas sacros Jonathan Bush Atchinson e Otis F, Presbrey, numa visão assaz otimista, “metade da glória celeste, jamais se contou ao mortal” (segunda parte da estrofe do hino 625 da Harpa Cristã). Sejamos fervorosos, porque os mornos lá não hão de entrar. Amém!

exemplo de superação e garra

exemplo de superação e garra
vejam e ouçam este vídeo e analisem se vocês estão dizendo sim ao senhor. "aos olhos de meu Deus eu sou inteiro! onde estão os milagres? eu te digo, levantar as mãos é o milagre!" - (tony melendez)
Related Posts with Thumbnails

March for Jesus Japan

March for Jesus Japan
DIA 30 de Abril em Nagoya fizemos a march for jesus japan 2011 foi tremendo apesar de não podermos marchar pudemos levantar um grande clamor pela nação japonesa,por favor continuem intercedendo por essa nação,o Japão precisa de Jesus vamos clamar até tocar o céu !!!e dia 16/7 faremos a march for jesus Japan em Tokyo,Interceda ! Divulgue ! Participe ! Seja voce tambem um instrumento para o avivamento da naçào japonesa nos vemos em Tokyo \0/